Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Algumas palavras

Algumas palavras para um ano novo. É par este. Será que é melhor que os impares? Não sei, tenho esperança que sim.

Foi um ano diferente para mim. Algumas complicações, algumas alegrias, muitas saudades.

As complicações já estão arrumadas no arquivo morto.

As alegrias vieram dos meus. Da Midô com o seu apoio incondicional e o seu sorriso sempre lindo. Cada vez mais a minha cara-metade. Incrível, 20 anos de casamento e ainda sinto dores de barriga ao pensar nela. Da Sofia, que luta todos os dias com montes de trabalhos do seu curso mas que dá a volta por cima. Anda muito bem. Sente-se em casa lá pela Capital. E ainda bem. Do António que este ano cresceu tanto (a todos os níveis), tropeçou como todos nós tropeçamos, mas lá vai dando a volta. Que se está a fazer homem com aquela voz de adolescente, mas continua um doce. Da minha família, que quando se junta a festa é completa. Nem vos conto as nossas festas…

As saudades vêm da falta que me faz a minha pequenina a dormir no seu quarto. Do seu acordar sempre “estremunhado” e que só se pode falar dai a uma meia hora. Das nossas conversas. Do sorriso que fica sempre bem na fotografia. E de cada vez que “embarca”, acreditem que é mais difícil. Estranho, mas estava convencido de que me iria habituar… puro engano.

Quanto ao resto? Este país? É a fartar vilanagem. Uns cometem crimes, outros arquivam processos.

Este mundo? Nem sei. Fico preocupado quando ainda se fala nas notícias em armas de destruição maciça. Começo a imaginar um ataque com bigornas…

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Regresso

Depois de mais uns meses de abandono, cá estou eu.

Ando um pouco desgostoso com esta história de eleições. Anda tudo numa roda-viva e eu não consigo perceber porquê. Não percebo a finalidade dos cartazes. Dos comícios com cantores conhecidos (pimba ou não) e que por norma nem votam no partido que os contratou. Mas está correcto, estão ali a trabalhar.

Prefiro muito mais ler sobre os partidos, ouvir debates, pesquisar informações e tentar chegar a um conclusão (como diria a Mafalda*, aproveitar o bom que tem o mau e o mau que tem o bom). Mas atenção, não me tomem por especialista…

A chamada campanha eleitoral, nos moldes que é feita confunde-me. Não voto em A ou B devido aos comícios que façam. Ou aos cartazes todos trabalhados por gestores de imagem. E o pior é que temos duas eleições de “rajada”. Que venha o 12 de Outubro. E que não volte tudo ao mesmo. Ou será pedir muito? Sonhar faz bem…

Quanto ao resto, a vida é sempre uma caixinha de surpresas. O velho ditado “a vida começa aos quarenta” cada vez tem mais significado. Deixamos de dar importância a tanta coisa. Aproveitamos cada vez mais o dia a dia. Percebemos que o importante é sair da rotina, pelo mais pequeno gesto que seja.

Nesta altura sabemos em quem confiar, e melhor ainda, em quem não confiamos não nos damos ao trabalho de sequer lhes fazer saber.

Quando conhecemos alguém valorizamos a amizade, porque sabemos que é a amizade que conta. E se a amizade existe já temos a experiencia para saber e sentir.

Mas nem tudo são rosas. Nas surpresas vêm desafios. Alguns que põe em causa a nossa maneira de pensar. E que inclusivamente mudam a nossa maneira de pensar. Sei. Sei que nascemos com aquela ideia pré-concebida que não devemos mudar. A velha “desta água não beberei”. Mas sabem de uma coisa? Se eu mudar, quem tem alguma coisa a haver com isso? Não sou eu que tem de se sentir bem e estar bem?

No meio de tudo isto sabemos que temos todos um Anjo que olha por nós. Seja ele terrestre ou Celeste. E o melhor ainda é saber quem é o Anjo…

*Para quem não sabe, personagem de banda desenhada criada por Quino. Pesquisem, vale a pena.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

FILHOS

Há muito tempo que não escrevo. Eu próprio nem sei bem porquê. Mas lá vai…

A pequena Alexandra que foi entregue à mãe biológica por decisão de um juiz. Não vou contestar a decisão do juiz, nem tão pouco o mau funcionamento da nossa segurança social. Vou falar de imagens na televisão que não consegui ver até ao fim. Como se consegue ficar indiferente ao choro e gritos de dor daquela criança? Que mãe é capaz de ver um filho a sofrer assim e nada fazer? Não é o verdadeiro amor, aquele que nos faz querer o melhor para os nossos filhos, sem pensarmos em nós? E o mais grave é que esta atitude leva-nos a ver o futuro… Qualquer e toda a esperança que poderíamos ter quanto à felicidade da Alexandra desvanece-se na frieza de um mau ser humano. Que provavelmente nem sabe o que é um preservativo ou não o usa por imposições religiosas…

Ninguém é perfeito. Ai de algum de nós ter a presunção de ser um pai perfeito. Mas de não ser perfeito a certos extremos vai um longo caminho. E a melhor maneira de acertar é amar os filhos. O resto vem por acréscimo. Será tão difícil assim?

P.S. E por isto tudo não posso deixar passar. Parabéns Sofia. Tem sido um lindo caminho.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Sessão de Autografos - Adruzilo Lopes e José Janela

A equipa da ARC, Adruzilo Lopes e José Janela, vai estar presente não restaurante “Tasca do Bolsa” nos Piornais, para uma sessão de autógrafos na próxima quinta-feira a partir das 13h00.
Deste modo os amantes do desporto motorizado terão oportunidade de obter um autógrafo desta dupla e confraternizar com a mesma, como vem sendo hábito nesta noites que antecedem o Rali Vinho Madeira. 2008. Relembramos que Adruzilo Lopes comanda o grupo de produção no Campeonato Português de Ralis e vem à região com o objectivo de continuar a comandar este agrupamento.

Quinta-feira, Julho 24, 2008

RALI VINHO MADEIRA 2008

A dupla Adruzilo Lopes / José Janela (n.º 17 de porta), actuais comandantes do Grupo N do Campeonato Português de Ralis, vai estar no restaurante “Tasca do Bolsa” na semana do Rali Vinho Madeira (a partir de sábado dia 26 e principalmente ao jantar), juntamente com os restantes elementos da equipa ARC Sport.Assim os interessados em conhecer esta equipa podem-se deslocar ao nosso restaurante de modo a obter um autógrafo ou ter uma pequena conversa com os pilotos.

Segunda-feira, Abril 21, 2008

Saudades e Esperança

São tão boas as saudades. Significam que algo de bom existiu. E no fundo a saudade é a sua marca. É o sentimento que me lembra que algo de bom fiz. Ou que tive.
Quando tinha esse tempo presente dava o devido valor? Por vezes sim, por vezes não.
Falando de fases da nossa vida, o que fazer quando chego à conclusão que as saudades que sinto, nunca as pensei ter? Será que vou ter saudades do tempo presente?
Só vejo uma resposta, aliar as saudades à esperança e ver que o futuro afinal não será tão mau.

Quarta-feira, Abril 16, 2008

Independência

Tenho 40 anos. Quero viver a minha vida como escolhi. Não me meto na vida dos outros. Não confundir apoiar e ajudar alguém com se meter na vida de alguém.
Quando digo que não me meto, é porque também não quero o mesmo para mim.
Isto parece fácil mas é complicado. Se por um lado há pessoas que vamos apoiar e aceitam esse apoio e reagem, por outro há outras que em vez de reagir usam esse apoio como uma muleta. E nunca mais a largam. O que nos obriga a nos metermos na vida delas. Isso não. Já estou como o outro que vai ao cinema, e ao aparecer o leão da distribuidora diz “já vi este filme. Vou-me embora”.
Estou consciente que sou demasiado independente. E que por isso espero que os outros o sejam. Mas ao contrário do que se possa pensar, preocupo-me. E muito.
Só que o meu “armazém” de preocupações tem prioridades. E tem um porteiro que não deixa entrar clientes que são repetentes nas asneiras.
Mas sinto que há pessoas à minha volta que se perdem em vícios e que à custa disso perdem filhos, netos, sobrinhos, etc.
Que por mais que eu me preocupe não vejo reacção.
Vejo pessoas à minha volta que pensam “este gajo resolve tudo, então toma lá mais esta”. Pois, o “gajo” resolve, mas resolve à sua maneira e tem que ter paz e sossego. Daí vem a tal independência. Já de há longos anos.
O que não percebem é que a minha independência, se de início foi imposta, acabou sendo conquistada.
E se as conquistas são fáceis, mantê-las já é mais complicado. Para isso contamos com aqueles que nos amam e que nos dão paz e sossego.
E que se tome nota, não quero perder a minha independência. Até porque tenho 3 partidos no meu parlamento que não deixam!
E já me esquecia, ainda os há que dizem “aquele é que está bem, tem tudo”. E pensando bem até tenho!

Terça-feira, Abril 15, 2008

Notas soltas

Este 2º trimestre de 2008 começa bem. Ou mal. Depende do ponto vista.
Tivemos o mau tempo, desta vez a sério, que veio mostrar que não se deve brincar com a mãe natureza. E que não se devem fazer construções viradas ao mar sem pensar bem nelas. Exemplo, o cais do Calhau da Lapa (no Campanário). Era pequeno. Feito em 1909! O Novo já em 2006 tinha sofrido estragos. Desta vez, lá foi. E o antigo? Continua lá, sabe-se lá porquê…
O nosso PR está na região. A tal que tem uma oposição cuja definição é “bando de loucos”. É preciso dizer mais? Espero bem que esta visita faça mais do que trânsito congestionado à conta de semáforos desligado. A ver vamos. É que enquanto alguns escrevem ou falam sobre o assunto, esquecem-se que há quem viva nesta pérola do atlântico. Ou sobreviva…
Fiquei tão contente. Carolina Salgado vai escrever mais um livro. Depois pensei, “mais um”? Mas o monte de chorrilhos já escritos é considerado livro? Lê-se com prazer? Dá asas à imaginação? Incute-nos o prazer da leitura? Aumenta a nossa cultura? Abre a nossa mente?
Um condutor para o carro e desata à bastonada no condutor do carro que vinha atrás de si. Um homem de 55 anos (alegadamente) mata ex-mulher com 3 tiros à queima-roupa e anda a monte. Onde? Pois, parecem noticias de fora, mas não são…
A inflação é superior ao valor previsto pelo governo. Bem, isto de notícia e novidade tem bem pouco. Isto significa que os aumentos previstos e já dados vão ser corrigidos?
Alice no país das maravilhas. Aconselho. Distrai.
Uma noticia que tem o seu que de humor (menos para os lesados), tem a haver com as 200mil douradas que o temporal libertou dos viveiros. E anda o povo todo de cana pesca. Em zona balneares. Onde não é permitido pescar…

Sexta-feira, Março 07, 2008

Dar valor...

Temos de dar valor a tudo o que temos. Por mais insignificante que possa parecer, o valor dos pequenos gestos é incalculável.
Quarta-feira cheguei a casa já depois da meia-noite e tinha uma carta para mim com o titulo “Pai esta carta diz o que tu és”.
Passo a transcrever
PAI, todos em casa gostam de ti e também se orgulham em ti pelo teu esforço e empenho para sermos todos felizes. Há ocasiões boas e más. És bom pai, bom trabalhador, bom marido e amigo. Às vezes chegas a casa irritado porque o almoço ou o jantar não foi bom na Tasca.
Mas a nós os quatro ninguém nos separa. És o orgulho da família
.”
Fiquei sem palavras. Imensamente feliz. Se por um lado estou a conseguir incutir o sentido da família nos meus filhos, por outro estou orgulhoso por ter um filho que me sente em baixo e me escreve assim.
Isto tudo porque a nossa vida não tem sido fácil. Um corre-corre constante entre trabalho, casa e restaurante. Mas, note-se, não se entenda isto como uma queixa, mas sim como um desabafo.
Vidas difíceis têm aqueles que por uma razão ou por outra são impotentes perante o que a vida lhes reservou.
Esta carta veio-me lembrar que temos de aproveitar todos os momentos e não nos deixar levar por pequenas coisas não têm qualquer valor. Como a tua constipação que apanhaste ontem puto, deixa lá, vai passar, mas para a próxima tem mais cuidado.
O mais engraçado, é que o que me diz o meu filho, eu pensava que lhe passava ao lado. Esqueci-me que com 11 anos e esperto como é, nada lhe passa ao lado.
Um beijo meu para vocês. Porque ao contrário do que diz o António, o vosso empenho é que me faz ter forças para lutar.

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Um pedido.

Vim aqui dizer tenho saudades. Sinto a sua falta. Física mesmo. Biológica. Embora sem qualquer lógica. Sem qualquer porquês. Sinto saudades do seu abraço.
Dou por mim a olhar uma fotografia sua e a chorar.
Só quero que saiba que estou bem. Não precisa se preocupar comigo, mas se puder “deite um olho a quem precisa”. Faça isso por mim.
A ver se eu tenho paz…
Beijo Pai.

Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Ex-fumador.

Engraçado as que se tem dito sobre a lei do tabaco.
Deixei de fumar em 26 de Março de 2006. Ainda hoje “pelo-me“ pelo cheiro de um cigarro. Mas já quando fumava detestava ter alguém a fumar ao meu lado. Do tipo que deixa o cigarro no cinzeiro, ou que faz muito fumo.
Na série de televisão “Lembra-me como foi”, o “pai” farta-se de fumar na cama. Nessa altura era prática corrente, até que se provou que fumar nos quartos de dormir (nem era na cama), é nocivo além de pouco higiénico.
E dos quartos passamos para a mesa de jantar, ou não se lembram da frase “Espero que a minha comida não incomode o seu fumo”.
E daqui para o não fumar em quartos ou mesmo casas em que vivem pessoas grávidas ou bebés. E etc.
Conclusão: evoluímos. Ou não? Que acham os fumadores? Com sinceridade.
Não foi preciso deixar de fumar para saber que o fumo é um vício terrível, sujo e prejudicial à saúde.
Não sou daqueles ex-fumadores fundamentalistas que não podem estar ao pé de alguém que fuma, mas também acho que há certos lugares que o fumo incomoda e que esta lei veio em muito boa altura.
Sejamos justos, gasta-se mais em compensações aos produtores de tabaco do que na prevenção do fumo, por isso nem por aí temos consenso.
Como todas as leis, terá o seu “quê” de exagero. Do mesmo modo que algumas opiniões também.
Mas penso que no fundo todos concordamos. Veio melhorar a nossa qualidade de vida.

Espada de Davi.

Ando com a nítida sensação que tenho pessoas à minha volta à espera que eu tenha problemas, para poderem depois surgirem como salvadores da pátria.
É como viver com a espada de Davi sobre a nossa cabeça. Já não bastam as nossas preocupações para ainda apanhar com esta.
É difícil de perceber que quem não está connosco quando estamos bem, dificilmente estará connosco quando estamos menos bem? Ou que não é com vinagre que se apanham moscas?
Que nome se dá alguém que prefere que estejamos mal, para desse modo sobressair? Pior, que não percebe que não precisa de se andar sempre a valorizar, porque tem valor. É que entra num círculo vicioso que inconscientemente menospreza e deita os outros abaixo, para poder sentir valor.
Neste momento, a “fase” é “entra a 100 e sai a 400”.
Por isso tenho andado bem disposto. Optimista. E esta noticia ainda ajuda mais: novo aeroporto para Alcochete. Prenúncio de um ano de boas decisões? Será?
Por vezes andamos preocupados com ninharias, coisas materiais, com o “diz que disse”, e esquecemos que há tanta coisa mais importante. Um sorriso ao fim do dia. Um carinho. Um abraço quente. Um piscar de olho…
Esses pequenos gestos ajudam-nos encher os nossos “cheios”. Assim compensamos os nossos “vazios”. Tudo faz parte de nós, porque há alguns desses vazios, que embora vazios, nos inspiram e nos dão força. Não é assim Luísa? Tu sabes do que falo, falo do que me deste para ler. Está lindo e acima de tudo, puro.
Mas nota, esse teu gesto não é pequeno. É grande como tu e a tua Amizade.

Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Que ande para a frente!

O dia 2 de Janeiro é sempre muito nostálgico para mim. É neste dia que nos damos conta que o Natal e fim de ano já lá se foram e parece que passaram a correr desenfreadamente. Fica a sensação que faltou alguma coisa. Que faltou algum convívio. Já tenho saudades de estar sentado à volta da mesa com a família.
O Ano que passou foi positivo para mim. Consegui abrir o restaurante, o que significa que o sonho vai em bom caminho. Apareceu-me a oportunidade de trabalhar no Funchal. O que significa que estou mais perto de tudo. Confirmei que os verdadeiros Amigos, são sempre isso: Amigos. Os outros, cheguei à conclusão que são tipo moda primavera/verão, no verão já passaram de moda…
Mas note-se, nem tudo são rosas. A visão romântica de ter um restaurante, tipo filme, não é bem assim. Aliás para quem não sabe deixo-vos com esta ideia. A vida de comerciante é muito complicada e exige muito trabalho. Além do sacrifício que exige à nossa vida pessoal e familiar. Mas aí estou muito bem apoiado.
Pela negativa o ano foi marcado pela dor de perder alguém, e por algumas decepções bem fortes.
E neste dia de hoje fico a pensar o que será 2008. Para ser sincero fico com um ansiedade derivada do receio que as coisas corram mal. Que as minhas escolhas sejam afinal as erradas. Este é o lado pessimista. O tal do copo meio vazio.
Depois lembro-me que há um ano passei pelo mesmo. E passado um ano chego à conclusão que o meu medo não tinha razão de ser.
Por isso, que 2008 ande para a frente, e que para todos seja o melhor possível.
Votos de um Bom Ano Novo!

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Festas Felizes!

Este Natal, pelas mais variadas razões e mais uma que nem quero falar, não vai ser fácil.
Mas do mesmo modo que pensei em escrever este post e discorrer sobre o quanto em baixo me sinto e a tristeza que por vezes me invade, decidi pensar positivo. Pensei, se vou andar triste, como vão estar os meus filhos? Ná…
Na minha família, a tradição do Natal era no dia 24 consoada na casa dos avós maternos, com a família toda e a 25 almoço com o pai na casa dos avós paternos. 1ª oitava, toca de ir para a Ponta de Sol (grandes recordações) para estarmos com a família de alguém que mereceu a promoção de padrasto a pai.
Naturalmente que de da casa dos avós passamos para a casa dos filhos mais velhos ou para a casa de quem temos mais gosto e tempo de fazer.
Há 5 anos, comecei a fazer a consoada na minha casa. E isto por ser o dia de anos da minha mãe, era uma maneira de juntar o útil ao agradável. Assim eu recebia a família e a minha mãe tinha menos trabalho.
Este ano volto a fazer o mesmo. Mesmo sem alguns membros da família, que por sede de protagonismo ou pura má-criação, decidiram fazer outros planos.
Por mim tudo bem, só não sabem o que perdem. Porque o que quero é Paz, boa disposição e muita alegria.
Para mim isso é o importante. Mesmo que no decorrer do ano haja pouco contacto, que nestes dias se aproveite para passarmos tempo uns com os outros. Para que se possa abrir o nosso coração e nos sentimos apoiados. Para podermos ter e dar um ombro ou mesmo colo amigo. Sabem, estarmos numa sala e ter a sensação que nada nem ninguém nos pode fazer mal.
Nesse dia, além dos presentes, sinto a presença daqueles que pela distância não podem estar connosco. Aqueles que sabemos que são como a Olá “Quem gosta, gosta sempre”. E como diz a Ana “gosta para sempre!”.
Por isso meus Amigos, aqui ficam os meus votos de Festas Felizes para TODOS, do fundo do meu coração. Com muita Paz e Alegria. Feliz Natal!

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Para uma Tia especial!

Tenho uma Tia, que por lei até pode ter que deixar de ser, mas só quero que saiba que será sempre a minha Tia!
Grandes recordações tenho da maneira que sempre fui recebido na sua casa, e do que fez por mim.
São estas coisas que temos de guardar. O resto são mesquinhices!
Beijo e abraço Grande para Si!

Estranho!?

Acreditem que vou escrever uma coisa, que me custa. Foi dita pela minha mulher ontem, mas eu também sinto. Gostava tanto da Madeira, mas neste momento estou farto. Chego ao ponto de dizer que detesto esta terra.
Se não são as estradas eternamente interrompidas, com obras sem prazo de conclusão, são as jogadas e fossadas de bastidores. As politiquices e compadrios. Inferno!
Estou farto. Cansado. Acreditem que vou na rua e irrita-me a passividade das pessoas. Aceitam. Não reclamam. Conformam-se.
A pergunta que fica no ar é porquê? Não é tempo da nossa classe politica começar a avaliar o que se passa? Não é preocupante o cada vez maior desânimo e conformismo das pessoas? Não será esse o maior sinal de um desgaste que poderá não ter volta?
Quanto aos dirigentes desta terra não sei, mas eu começo a ficar preocupado. Será assim tão estranho?

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Vem aí o Natal!

Estamos a 6 de Dezembro. Daqui a pouco o Natal já passou por nós. Vou ser sincero. Estou ansioso pelos dias de Natal. Para estar em família. Poder partilhar bons momentos com aqueles que nos são próximos. E por “aqueles que nos são próximos”, quero dizer que estão lá para nós. Sempre. Que nos dizem as coisas cara a cara. Que mesmo que façamos alguma asneira não nos julgam.
Ontem cheguei a casa e fui ao quarto do meu filho. Vinha cansado e desanimado. Quando olhei para ele a dormir tão bem, pensei para mim “é para isto que luto. Para que quem depende de mim esteja bem.”. Acreditem ou não, fiquei mais animado.
Cada vez mais me convenço que temos de aproveitar a vida e não deixar que pequenas coisas nos deitem abaixo. Uma das coisas que fiz, foi deixar o “leva e traz”. Fulano tal diz cobras e lagartos de sicrano? Se fulano pensa que eu vou levar, engana-se. Morre aqui. É essa opinião que tem? Então que a diga cara a cara. E agradeço que façam o mesmo comigo. Prefiro não saber. O que os ouvidos não ouvem, o coração não sente.
Pensem nisto. Uma pessoa sai de casa, vai às compras e acaba morta por causa de um maluco que queria ficar famoso ou queria “sair em grande estilo”. Agora pensem nos que ficaram e digam-me o que vale a pena nesta vida.
Aproveitem bem cada momento.
Quando foi a ultima vez que:
… Ficaram a olhar para os vossos filhos a dormir?
… Viram o nascer do sol?
… Elogiaram alguém que amam?
… Deram graças a Deus por acordar e poder dizer, estou aqui!
Sei que por vezes não é fácil, mas poderem nisto. Esta manhã em conversa com a Midô, falávamos do Euromilhões. Eu disse-lhe “Mas para te sair tens de jogar. Mas quando preencheres o boletim dá graças a Deus por poderes faze-lo.” E não falava em termos económicos, falava em termos de saúde.
Problemas? Tenho. Soluções? Algumas. Que fazer? Ir lutando.
E sabem que mais? Siga para bingo. Hoje tenho muito trabalho à noite, e vai correr tudo bem! Acreditem que eu sei!
Ah! E mais a maluca da minha amiga aqui ao lado. Lá me vai fazendo rir e sorrir!
E no meio disto, chamei a este post “Vem a aí o Natal” e não me lembro porquê. Já agora aproveito para ir deixando aqui votos de Feliz Natal.