quarta-feira, agosto 15, 2012
Despedida...
É duro, mas sei que agora está em paz e que vai olhar pelos seus. Beijo minha querida tia.
Quanto às aitudes de outros, não ligue, Nós sabemos que mais tarde ou mais cedo, a realidade os irá atingir em plena cara.
Mas como me dizia, não vale a pela lhes querer mal (nem quero), mas agradeço que não incomodem. ok?
segunda-feira, setembro 26, 2011
Migrar

Alguns de vocês não sabem, mas vou emigrar. Ou imigrar? Já não sei bem, um a vez que como saio da Madeira, emigro, mas como vou para Lisboa, imigro. Lembram-se da definição e Imigração e Emigração? Acho bem que sim.
Tem sido um ano de grandes decisões. Algumas fáceis, outras nem por isso. Mas tomadas.
Várias vezes me perguntaram se eu sabia o que queria e a minha resposta era sempre a mesma: sei o que não quero.
Aos poucos fui percebendo o quero, por isso vos digo, comecem pelo que não querem na vossa vida, que percebem logo o que querem. Lutem por isso.
O facto de vivermos as nossas vidas de um modo que não queremos, desgasta-nos. Faz-nos aceitar alterações e mudanças que não fazem parte de nós. E isso, contra a nossa vontade, muda-nos. Magoa-nos. Mata-nos o sentimento. Passamos a viver a vida como robôs.
Há que me diga que tenho muita coragem. Será? Acho que me sentir corajoso por isso é ser demasiado arrogante. Há quem me diga que não perceber a coragem que tive é me menosprezar.
Aprendi a me aceitar como sou. Com os meus defeitos. E se são meus, são meus, não são dos outros. E outros não têm nada que ver com isso. E quando se percebe isso aliado ao facto de não termos de ser forçados a mudar, percebemos que a coragem não está no facto de tomarmos decisões, mas de olharmos para nós e nos respeitarmos.
Sim respeito. Hoje em dia fala-se muito pouco sobre o respeito. Não falo do respeito imposto pelo medo, mas do respeito que aparece com naturalidade. O respeito que nos faz perceber que afinal não somos nem tão bons nem tão maus como isso. Que afinal existimos como pessoas. E que afinal há quem nos respeite. E muito!
Sinto-me bem, sinto-me único. Sinto.me com força de enfrentar o mundo, embora saiba que isso não será necessário
P.S. Já percebi que nem emigro nem imigro. Este Portugal tem esse efeito.
terça-feira, abril 12, 2011
Crescer depressa
Estou preocupado. Esta manhã dei por a pensar na situação deste país à beira mar afundado (ia dizer plantado, mas …), nos políticos e suas guerras e fiquei preocupado.
Fiquei preocupado porque os meus filhos terão que crescer depressa demais. Vão ter que lutar por uma vida estável com todas as suas forças e sinceramente não sei se o vão conseguir. Não por não estarem preparados. Não por não saberem que a vida não é fácil.
Não sei se o vão conseguir porque no estado é que isto está, nem eu sei se conseguia.
Não me entendam mal. Não sou aquele tipo de pai que protege os filhos de tudo e de todos. O melhor conselho que lhes dei é da autoria do Bill Gates : A vida não é fácil. Habitua-te a isso.
Notem, não acho que os nossos filhos têm de ter a “papa toda feita”, mas acho que o nosso papel é lhes proporcionar condições para que possam fazer a “papa”. Neste momento, acho que nem caldo conseguiriam fazer…
Neste momento já nem me interessa porque razão chegamos a este ponto. Interessa-me arranjar soluções, resolver o problema e então com mais calma analisar os erros cometidos de modo a não o fazermos outra vez.
E estou preocupado porque não vejo ninguém com soluções.
Ainda ando aqui com alguma esperança que num destes partidos e/ou seus congressos apareça um cara nova com ideias certas. Com vontade de resolver o problema e não de ser eleito. Com vontade de trabalhar e não de ter carro com motorista.
Por outro lado vejo alguém que mentiu ao seu país ser aclamado como o salvador da pátria.
Ò Portugueses, onde andam vocês com a cabecinha?
E volto a ficar preocupado, porque os meus filhos vão ter uma tarefa do “arco da velha”…
quinta-feira, março 31, 2011
E "bolachada velha"? Não? Pena...
Ver as imagens da nossa Assembleia Regional, tira-me do sério. Como é que é possível que os deputados, alguns com grandes responsabilidades sociais, se comportam assim?
Mal criação.
Falta de respeito.
Falta de bom senso.
E depois lembro-me que somos nós que pagamos os vencimentos daqueles entes!
E o mais engraçado é que conheço alguns deputados (que foram ou ainda são) e não percebo como é que aguentam tamanha vergonha!
Dei a por mim a pensar que eu com o meio “bom feitio”, ali a meio ia dar o bom e o bonito.
Grande emprego. Fazem o que querem, quando querem. São mal criados, interrompem as pessoas, gritam, enfim…
Um lado bom deve ter, nas empresas que dirigem, devem permitir o mesmo aos seus funcionários, ou o exemplo não vem de cima?
Que destino?
Que fazer? Não sei. Estou para lá de cansado e farto de todas estas medidas que há anos digo não resolvem o nosso problema. Ainda ninguém percebeu que não podemos ter um plano baseado na austeridade com a contra partida de medidas que promovam o crescimento económico?
Que de cada vez que se aumentam impostos, menos dinheiro o Português “normal” tem para gastar e não o gasta? Por falar em Português “normal”, não falo do gestor da EMA que tem um vencimentozito de 6.500€ e dois vogais acima dos 6.000€. E ainda bem que são vogais, porque se fossem consoantes não sei o que seria! E os 1.500€ mês para cada um dos carritos da administração (leram bem, cada um e são 3). Ou seja, um carro com uma renda mensal de 1500€, em renting que carro será? Hum… deixa-me ir aqui a um simulador…
E o nosso déficite que passou de 7,3% para 8,6% à conta dos gastos com o BPN. Ó meninos, gastou, entra nas contas, percebem? E ainda ninguém me conseguir explicar porque carga de água andamos nós a pagar as contas, para não dizer falcatruas, do BPN. A melhor que já ouvi é que não podemos deixar o banco ir à falência. Não? Vão dizer isso aos comerciantes que diariamente fecham os seus negócios. Às tantas saía mais barato.
E agora pergunto eu. Se no primeiro caso o CDS-PP já tinha esta informação há mais de meio ano, que raio andou a fazer? Terá lá algum militante?
E nós o que pensamos? Em quantas EMAS existirão por este país fora? Com a cabecinha enterrada na areia…
E dou por mim a pensar a quanto andará um rim, um coração, etc.… no mercado negro. Descansem, não estou a pensar vender os meus, mas pensando em que destino dar à nossa classe politica e no pagamento da divida… seria um 2 em 1?
quarta-feira, setembro 15, 2010
Os Livros
Não imagino a minha vida sem ler. Gostava de ter um remédio para aqueles que não tiram prazer da leitura. A sério. Acho que o mundo melhorava e muito.
Não me falem em ler livros no computador, o toque do papel é insubstituível. A capa rija que se revolta contra as primeiras aberturas, como se estivesse a testar a paciência do leitor. A ver se ele merece o livro.
Os livros usados que guardam as recordações de todas as vezes que os lemos. O papel já mais fraco de tanto ser folheado, no entanto suave, quase carinhoso connosco, fazendo-nos sentir em casa, seguros.
Não tenho muitos livros, não sei de cor que autores bebi, que títulos li. Sei que li, sei que fui transportado a lugares só possíveis na nossa imaginação. Lugares que sonho poder visitar. Épocas que gostaria de viver.
Dou por mim a pensar no livro que estou a ler. Preocupado se história irá mudar enquanto não estou a ler. Acho que é por isso que deve ter relido quase todos os livros que li, e alguns mais que uma vez. E de cada vez há algo novo que descubro.
Conselho: leiam. Leiam muito, quem sabe não encontram um amigo há muito tempo desencontrado…
terça-feira, setembro 07, 2010
Expliquem lá…
O processo Casa Pia.
Calma, não se assustem, não quero que me expliquem o caso. Até porque acho que não tem explicação.
Ainda não percebi se os arguidos estão inocente e fizeram-nos um pouco culpados, se são pouco culpados e fizeram-nos muito culpados e ainda e são muito culpados e fizeram-nos pouco culpados… Círculo vicioso não é? Percebem agora porque não vale a pena explicar o caso? Adiante…
O que quero que me expliquem é isto. E vou falar no Carlos Cruz, uma vez que é o mais mediático do caso, papel assumido pelo próprio.
O julgamento acabou, foi proferida a sentença e o Carlos Cruz foi declarado culpado. Ou seja a justiça considera-o um pedófilo, ou pelo menos culpado de crimes de pedofilia. Até aqui é fácil.
Agora e com todo o respeito que nos merecem as instituições deste país, o Carlos Cruz tem uma filha com 8 anos. De quem ele fala continuamente e que considera a força da sua cruzada, pelo facto de não querer a filha a viver num país com esta justiça.
Então temos um pedófilo condenado, que tem uma filha de 8 anos. A pergunta é: a Segurança Social está a monitorizar aquela criança? Está a ser seguida por algum especialista?
É que é tão grave quanto isto, a criança convive diariamente com um pedófilo. Ou não? Em que ficamos?
A desculpa que foi condenado é que vai apresentar recurso não é para aqui chamada. Neste momento presente os factos são estes.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Motor da economia
Esta eu aqui a pensar… Qual o motivo de toda esta crise? Porque há falta de dinheiro? Porque não há trabalho? Porque é que não conseguimos vender Portugal nem aos Portugueses? (esta é fácil, sabemos que estão lisos… dá vontade de rir, mas não tem piada nenhuma).
Depois ouvimos os políticos, os opinion maker, os comentadores, etc., a falar da economia, do motor da economia e ficamos ainda mais perdidos. Então afinal o que é o motor da economia? São os bancos que têm o dinheiro e criam condições para o investimento privado? São os políticos que criam investimento público? São os grandes investidores que metem no mercado os seus milhões?
Não faço a mínima. Mas sei uma coisa, se são estes, sós ou em conjunto, estão a fazer um trabalho de merda!
Ou será que o motor da economia é o pequeno trabalhador que faz o seu trabalho com brio, recebe o seu pagamento, paga as suas contas e ainda gasta qualquer coisa num cafezinho, numa mini, num cinema, ou uma refeição ligeira?
Esse café onde este pequeno trabalhador, do género que ninguém nota, mas quando as ruas estão varridas, os sanitários limpos, o lixo recolhido todos nós gostamos e apreciamos… pois é, alguém o faz. Mas dizia eu, o café onde este trabalhador bebe o seu café, aprecia a sua mini, tem clientes, pagantes, o que lhe permite folgar um dia por semana para poder passear, no seu carrito, modesto mas fiável e acima de tudo recente. E quem sabe, saborear um almoço num restaurante campestre…
E por aqui vamos, cada qual no seu trabalho, cada qual com o seu nível de vida, que a uns permite mais ou menos devaneios e lá vamos lutando e aproveitando a nossa vida.
E o que fizeram a este pequeno trabalhador? Fizeram-lhe pagar taxas para guardar o seu dinheiro, pagar mais impostos, etc. Sim, porque é preciso manter os lucros dos grandes investidores, se não se gasta dinheiro porque há crise, arranjamos umas taxas e umas comissões e o problema resolve-se.
E o pequeno trabalhador, vai ao café, troca 2 dedos de conversa com o dono do café (que agora já nem tem dia de folga), com sorte bebe um café e pouco mais.
A pergunta é: as ruas não estão varridas? Os sanitários não estão limpos? O lixo não está recolhido? Então? Quem falhou neste motor?
Onde anda o dinheiro que este pequeno trabalhador fazia rodar? Percebem agora?
terça-feira, agosto 31, 2010
O ventoinha
O certo é que o famoso ventoinha sempre veio. E que se saiba andou pela ilha toda. E já foi substituído.
Depois tivemos um particular, que ao abrigo de um contrato com o GR deveria fazer vigilância às serras e combate a incêndios. Alias e se a memória não me falha existem na Madeira 2 (leram bem, dois) equipamentos para combate aéreo a incêndios, comprados e pagos e prontos a usar. Investiguem…E agora com toda esta loucura desde o passado dia 13, com incêndios em zona inacessíveis que se propagam com os ventos e provocam reacendimentos de fogos já controlados, o que significa que hoje continuamos com 5 fogos activos e 5 sob vigilância.
“Os meios que temos são suficientes”. Não percebi? 95% do Parque Natural Ardido, Metade das Serras do Funchal ardidas e isto para não falar no resto da ilha. E temos os meios suficientes? Sem comentários…
Que é feito das torres de vigilância a fogos? Estão operacionais? Estão a uso?
Que é feito das patrulhas de vigilância que existiam no Verão?
Porque razão não se fazem patrulhas com os militares? Por um lado aproveitávamos um recurso que “está ali”. Por outro os militares testavam e treinavam a sua prontidão. Que melhor que patrulhas de reconhecimento?
Somos um país tão complicado assim, que as soluções que se nos apresentam, são de fácil implementação, bastando para isso algum trabalho e alguma boa vontade, esbarram sempre numa decisão burocrática? Ou pior, politica?Tenham Santa paciência.

Mapa de Situação de Fogos Florestais
Período de 30/08/2010,17:30 a 31/08/2010, 10:30
In http://www.procivmadeira.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=334&Itemid=2〈=pt
segunda-feira, agosto 30, 2010
Amizade
E tão bom reencontrar alguém de quem gostamos e que por voltas da vida perdemos o contacto. E é incrível como passados anos sentimos que o que nos unia ainda existe. A conversa flui naturalmente, sem subterfúgios, sem truques nem medos.
Reencontrar um Amigo da nossa adolescência, com quem partilhávamos os nossos medos, inseguranças, sonhos e planos para o futuro. Descobrimos que existe alguém que ainda conhece e acredita em nós. A quem contamos a história de uma vida e nos diz “tu estás igual”. Ajuda-nos a analisar a nossa vida e a chegar à conclusão que afinal as escolhas que fizemos não foram tão afastadas dos nossos planos como por vezes parece.
É certo que fizemos escolhas que foram condicionadas pela vida, mas a verdade é que quando sonhávamos haviam factores que não levamos em conta. E agora e ao olhar para trás sentimos que estamos no caminho certo, que dê por onde der vamos continuar a lutar e a fazer as nossas escolhas.
É engraçado como a vida nos surpreende. Quando estamos desanimados e alguém nos tece um elogio ou nos dá uma ajuda. Nem que seja uma pequena palavra. E o que nos surpreende é que muitas vezes vem de onde nem esperávamos.
Um reencontro que nos faz contar e partilhar a nossa vida com alguém que passado tanto tempo nos continua a conhecer tão bem, acaba por nos dar um novo alento. Porque descobrimos que às tantas não mudamos tanto assim. Que continuamos fieis às nossas crenças.
Aconselho. Procurem, pesquisem, descubram e encontrem. Depois não digam “ok, qualquer dia ligo”. Façam-no. E acreditem que vale a pena.
sábado, junho 05, 2010
Cristiano Ronaldo - CR9. "Noves fora nada?"
Se há alguém que eu tenho um grande apreço é pelo Cristiano Ronaldo, Por tudo aquilo que fez, que passou, que lutou. Só ele sabe. Mas a verdade é que neste momento, e em comparação com os Portugueses, a sua vida é um mar de rosas.
Não me interpretem mal, acho que o Ronaldo merece o que tem. Porque trabalhou para isso. O facto de o mundo do futebol ser completamente à parte, é outra conversa.
Agora vê-lo com um “ar de seca” a dar autógrafos e a raiar a má-criação quando é entrevistado pelo repórter da televisão, deixa-me completamente de rastos.
Então o meu amigo (se me permite o tratamento), não sabe que os Portugueses andam completamente “à rasca”? Acha que o facto de estarem à sua espera num qualquer posto Galp se deve ao facto de o verem como alguém que atingiu o sonho que todos temos?
Acha que é fácil para um Português, que anda a contar os cêntimos para alimentar os seus filhos, apanhar com a sua má disposição?
E está ali com um ar de “obrigação” e de “seca” a dar autógrafos? Não acha que é uma grande falta de respeito?
Pense bem nisso, e lembre-se que na verdade que quem lhe paga os milhões ao fim do mês são os adeptos, que geram as receitas para o seu clube.
Se “pegarem de ponta consigo”, não sei como vai ser…
Por mim só posso dizer, votos de um excelente mundial. Que lhe corra tudo bem. E acredite que é do fundo do coração, porque o Povo Português merece.
Para o Cristiano é mais um mundial, e quanto maior o resultado, melhor a sua cotação. Para os Portugueses é uma questão de esquecer as dificuldades do dia a dia…
terça-feira, janeiro 12, 2010
Algumas palavras
Algumas palavras para um ano novo. É par este. Será que é melhor que os impares? Não sei, tenho esperança que sim.
Foi um ano diferente para mim. Algumas complicações, algumas alegrias, muitas saudades.
As complicações já estão arrumadas no arquivo morto.
As alegrias vieram dos meus. Da Midô com o seu apoio incondicional e o seu sorriso sempre lindo. Cada vez mais a minha cara-metade. Incrível, 20 anos de casamento e ainda sinto dores de barriga ao pensar nela. Da Sofia, que luta todos os dias com montes de trabalhos do seu curso mas que dá a volta por cima. Anda muito bem. Sente-se em casa lá pela Capital. E ainda bem. Do António que este ano cresceu tanto (a todos os níveis), tropeçou como todos nós tropeçamos, mas lá vai dando a volta. Que se está a fazer homem com aquela voz de adolescente, mas continua um doce. Da minha família, que quando se junta a festa é completa. Nem vos conto as nossas festas…
As saudades vêm da falta que me faz a minha pequenina a dormir no seu quarto. Do seu acordar sempre “estremunhado” e que só se pode falar dai a uma meia hora. Das nossas conversas. Do sorriso que fica sempre bem na fotografia. E de cada vez que “embarca”, acreditem que é mais difícil. Estranho, mas estava convencido de que me iria habituar… puro engano.
Quanto ao resto? Este país? É a fartar vilanagem. Uns cometem crimes, outros arquivam processos.
Este mundo? Nem sei. Fico preocupado quando ainda se fala nas notícias em armas de destruição maciça. Começo a imaginar um ataque com bigornas…
terça-feira, setembro 22, 2009
Regresso
Depois de mais uns meses de abandono, cá estou eu.
Ando um pouco desgostoso com esta história de eleições. Anda tudo numa roda-viva e eu não consigo perceber porquê. Não percebo a finalidade dos cartazes. Dos comícios com cantores conhecidos (pimba ou não) e que por norma nem votam no partido que os contratou. Mas está correcto, estão ali a trabalhar.
Prefiro muito mais ler sobre os partidos, ouvir debates, pesquisar informações e tentar chegar a um conclusão (como diria a Mafalda*, aproveitar o bom que tem o mau e o mau que tem o bom). Mas atenção, não me tomem por especialista…
A chamada campanha eleitoral, nos moldes que é feita confunde-me. Não voto
Quanto ao resto, a vida é sempre uma caixinha de surpresas. O velho ditado “a vida começa aos quarenta” cada vez tem mais significado. Deixamos de dar importância a tanta coisa. Aproveitamos cada vez mais o dia a dia. Percebemos que o importante é sair da rotina, pelo mais pequeno gesto que seja.
Nesta altura sabemos em quem confiar, e melhor ainda, em quem não confiamos não nos damos ao trabalho de sequer lhes fazer saber.
Quando conhecemos alguém valorizamos a amizade, porque sabemos que é a amizade que conta. E se a amizade existe já temos a experiencia para saber e sentir.
Mas nem tudo são rosas. Nas surpresas vêm desafios. Alguns que põe em causa a nossa maneira de pensar. E que inclusivamente mudam a nossa maneira de pensar. Sei. Sei que nascemos com aquela ideia pré-concebida que não devemos mudar. A velha “desta água não beberei”. Mas sabem de uma coisa? Se eu mudar, quem tem alguma coisa a haver com isso? Não sou eu que tem de se sentir bem e estar bem?
No meio de tudo isto sabemos que temos todos um Anjo que olha por nós. Seja ele terrestre ou Celeste. E o melhor ainda é saber quem é o Anjo…
*Para quem não sabe, personagem de banda desenhada criada por Quino. Pesquisem, vale a pena.
sexta-feira, maio 29, 2009
FILHOS
A pequena Alexandra que foi entregue à mãe biológica por decisão de um juiz. Não vou contestar a decisão do juiz, nem tão pouco o mau funcionamento da nossa segurança social. Vou falar de imagens na televisão que não consegui ver até ao fim. Como se consegue ficar indiferente ao choro e gritos de dor daquela criança? Que mãe é capaz de ver um filho a sofrer assim e nada fazer? Não é o verdadeiro amor, aquele que nos faz querer o melhor para os nossos filhos, sem pensarmos
Ninguém é perfeito. Ai de algum de nós ter a presunção de ser um pai perfeito. Mas de não ser perfeito a certos extremos vai um longo caminho. E a melhor maneira de acertar é amar os filhos. O resto vem por acréscimo. Será tão difícil assim?
P.S. E por isto tudo não posso deixar passar. Parabéns Sofia. Tem sido um lindo caminho.
quarta-feira, julho 30, 2008
Sessão de Autografos - Adruzilo Lopes e José Janela
Deste modo os amantes do desporto motorizado terão oportunidade de obter um autógrafo desta dupla e confraternizar com a mesma, como vem sendo hábito nesta noites que antecedem o Rali Vinho Madeira. 2008. Relembramos que Adruzilo Lopes comanda o grupo de produção no Campeonato Português de Ralis e vem à região com o objectivo de continuar a comandar este agrupamento.
quinta-feira, julho 24, 2008
RALI VINHO MADEIRA 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Saudades e Esperança
Quando tinha esse tempo presente dava o devido valor? Por vezes sim, por vezes não.
Falando de fases da nossa vida, o que fazer quando chego à conclusão que as saudades que sinto, nunca as pensei ter? Será que vou ter saudades do tempo presente?
Só vejo uma resposta, aliar as saudades à esperança e ver que o futuro afinal não será tão mau.
quarta-feira, abril 16, 2008
Independência
Quando digo que não me meto, é porque também não quero o mesmo para mim.
Isto parece fácil mas é complicado. Se por um lado há pessoas que vamos apoiar e aceitam esse apoio e reagem, por outro há outras que em vez de reagir usam esse apoio como uma muleta. E nunca mais a largam. O que nos obriga a nos metermos na vida delas. Isso não. Já estou como o outro que vai ao cinema, e ao aparecer o leão da distribuidora diz “já vi este filme. Vou-me embora”.
Estou consciente que sou demasiado independente. E que por isso espero que os outros o sejam. Mas ao contrário do que se possa pensar, preocupo-me. E muito.
Só que o meu “armazém” de preocupações tem prioridades. E tem um porteiro que não deixa entrar clientes que são repetentes nas asneiras.
Mas sinto que há pessoas à minha volta que se perdem em vícios e que à custa disso perdem filhos, netos, sobrinhos, etc.
Que por mais que eu me preocupe não vejo reacção.
Vejo pessoas à minha volta que pensam “este gajo resolve tudo, então toma lá mais esta”. Pois, o “gajo” resolve, mas resolve à sua maneira e tem que ter paz e sossego. Daí vem a tal independência. Já de há longos anos.
O que não percebem é que a minha independência, se de início foi imposta, acabou sendo conquistada.
E se as conquistas são fáceis, mantê-las já é mais complicado. Para isso contamos com aqueles que nos amam e que nos dão paz e sossego.
E que se tome nota, não quero perder a minha independência. Até porque tenho 3 partidos no meu parlamento que não deixam!
E já me esquecia, ainda os há que dizem “aquele é que está bem, tem tudo”. E pensando bem até tenho!
terça-feira, abril 15, 2008
Notas soltas
Tivemos o mau tempo, desta vez a sério, que veio mostrar que não se deve brincar com a mãe natureza. E que não se devem fazer construções viradas ao mar sem pensar bem nelas. Exemplo, o cais do Calhau da Lapa (no Campanário). Era pequeno. Feito em 1909! O Novo já em 2006 tinha sofrido estragos. Desta vez, lá foi. E o antigo? Continua lá, sabe-se lá porquê…
O nosso PR está na região. A tal que tem uma oposição cuja definição é “bando de loucos”. É preciso dizer mais? Espero bem que esta visita faça mais do que trânsito congestionado à conta de semáforos desligado. A ver vamos. É que enquanto alguns escrevem ou falam sobre o assunto, esquecem-se que há quem viva nesta pérola do atlântico. Ou sobreviva…
Fiquei tão contente. Carolina Salgado vai escrever mais um livro. Depois pensei, “mais um”? Mas o monte de chorrilhos já escritos é considerado livro? Lê-se com prazer? Dá asas à imaginação? Incute-nos o prazer da leitura? Aumenta a nossa cultura? Abre a nossa mente?
Um condutor para o carro e desata à bastonada no condutor do carro que vinha atrás de si. Um homem de 55 anos (alegadamente) mata ex-mulher com 3 tiros à queima-roupa e anda a monte. Onde? Pois, parecem noticias de fora, mas não são…
A inflação é superior ao valor previsto pelo governo. Bem, isto de notícia e novidade tem bem pouco. Isto significa que os aumentos previstos e já dados vão ser corrigidos?
Alice no país das maravilhas. Aconselho. Distrai.
Uma noticia que tem o seu que de humor (menos para os lesados), tem a haver com as 200mil douradas que o temporal libertou dos viveiros. E anda o povo todo de cana pesca. Em zona balneares. Onde não é permitido pescar…
sexta-feira, março 07, 2008
Dar valor...
Quarta-feira cheguei a casa já depois da meia-noite e tinha uma carta para mim com o titulo “Pai esta carta diz o que tu és”.
Passo a transcrever
“PAI, todos em casa gostam de ti e também se orgulham em ti pelo teu esforço e empenho para sermos todos felizes. Há ocasiões boas e más. És bom pai, bom trabalhador, bom marido e amigo. Às vezes chegas a casa irritado porque o almoço ou o jantar não foi bom na Tasca.
Mas a nós os quatro ninguém nos separa. És o orgulho da família.”
Fiquei sem palavras. Imensamente feliz. Se por um lado estou a conseguir incutir o sentido da família nos meus filhos, por outro estou orgulhoso por ter um filho que me sente em baixo e me escreve assim.
Isto tudo porque a nossa vida não tem sido fácil. Um corre-corre constante entre trabalho, casa e restaurante. Mas, note-se, não se entenda isto como uma queixa, mas sim como um desabafo.
Vidas difíceis têm aqueles que por uma razão ou por outra são impotentes perante o que a vida lhes reservou.
Esta carta veio-me lembrar que temos de aproveitar todos os momentos e não nos deixar levar por pequenas coisas não têm qualquer valor. Como a tua constipação que apanhaste ontem puto, deixa lá, vai passar, mas para a próxima tem mais cuidado.
O mais engraçado, é que o que me diz o meu filho, eu pensava que lhe passava ao lado. Esqueci-me que com 11 anos e esperto como é, nada lhe passa ao lado.
Um beijo meu para vocês. Porque ao contrário do que diz o António, o vosso empenho é que me faz ter forças para lutar.
